Boas Práticas na Atenção à Cardiologia e Urgências Cardiovasculares
Identificação
- Id
- 25000.009140/2018-10
- Nup
- 25000.009140/2018-10
Instituição
- Instituicao Proponente
- Hospital do Coração
- Sigla
- Hcor
Projeto
- Titulo Do Projeto
- Boas Práticas na Atenção à Cardiologia e Urgências Cardiovasculares
- Objetivo Geral Do Projeto
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O eixo Telemedicina deste projeto tem por objetivo manter a prestação do serviço de tele-eletrocardiografia já realizada no território nacional através do PROADI-SUS.
No eixo Boas Práticas Clínicas é objetivo avaliar as taxas de adesão às diretrizes assistenciais de IC, FA e SCA em instituições do SUS antes e após a implementação de um programa em boas práticas clínicas em cardiologia. Os indicadores demonstram a qualidade do atendimento cardiológico, como base de apoio na dinâmica dos processos e na prestação de cuidados nas unidades de saúde. - Objetivos Especificos Do Projeto
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Manutenção da prestação de serviços em tele-eletrocardiografia com meta de até 15 mil eletrocardiogramas laudados por mês.
Oferta de segunda opinião médica. Será realizada entre cardiologistas médicos não especialistas para avaliação de diagnóstico e proposição de conduta.
Avaliar as taxas de adesão dos hospitais às diretrizes assistenciais de IC, FA e SCA em pacientes atendidos no SUS no período intrahospitalar, na alta hospitalar e em 30 dias e 6 meses após a admissão.
Avaliar o tempo médio de permanência hospitalar e as taxas de reinternação e óbito em 30 dias e 6 meses após a admissão hospitalar.
Avaliar as taxas de adesão dos pacientes ao tratamento clínico prescrito antes e em 30 dias e 6 meses após a admissão hospitalar.
Avaliar a qualidade de vida e a percepção de saúde dos pacientes incluídos em cada um dos três braços do projeto antes e em 6 meses após a admissão hospitalar, através do questionário WHOQOL-BREVE, versão validada em português, e da escala visual analógica, respectivamente.
Avaliar a ocorrência de desfechos relacionados à internação índice na fase intrahospitalar e no seguimento de 30 dias e 6 meses. - Justificativa E Aplicabilidade Do Projeto
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A dimensão continental do Brasil impacta em grandes desafios na oferta de serviços em saúde. A telemedicina, através da apropriação de novas tecnologias é potencialmente favorável para atender a essas demandas.
A telemedicina é o exercício da medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde, em situações onde o profissional de saúde e o paciente, não estão no mesmo local, eliminando assim os limites geográficos (¹).
Entre as vantagens da telemedicina destacam-se (²):
• Redução do tempo e do custo;
• Ajuste do gerenciamento dos recursos de saúde devido à avaliação e triagem por especialistas;
• Acesso rápido a especialistas em casos de acidentes e emergências;
• Diminuição da pressão sobre hospitais já comprometidos pela falta de leitos e recursos;
• Uso mais eficiente de recursos, através da centralização de especialistas e da descentralização da assistência, alcançando um número maior de pessoas;
• Cooperação e integração de pesquisadores com o compartilhamento de registros clínicos e científicos.
• Maior qualidade dos programas educacionais para médicos e residentes localizados em zonas fora de centros especializados.
Ao longo dos últimos anos, a cardiologia tem sido uma especialidade com grandes investimentos públicos e um campo comum para desenvolvimento de inovações (³). As doenças cardiovasculares (DCV) constituem a principal causa de morte no Brasil com crescente importância à medida que ocorre o envelhecimento populacional, sendo responsáveis por 28% dos óbitos em 2013 (⁴). De acordo com a Organização Mundial de Saúde, as DCV foram responsáveis por 17,5 milhões de mortes em 2012, representando 31% da mortalidade global, sendo que destes, 7,4 milhões de pessoas evoluíram ao óbito devido a doenças isquêmicas do coração, com seu principal representante sendo o infarto agudo do miocárdio (IAM) (⁵).
Desta forma, a cardiologia torna-se uma área muito promissora para a telessaúde, que possui o mesmo princípio da telemedicina, porém sendo mais abrangente, pois inclui todas as outras áreas relacionadas com a saúde (tele-assistência e tele-educação) (⁶).
O método diagnóstico de maior utilidade na investigação de DCV é o eletrocardiograma (ECG), sendo de fácil realização, baixo custo e grande utilidade, permitindo avaliar a estratégia para a melhor decisão no tratamento clínico (⁷). No entanto, o processo de interpretação pode ser complexo, necessitando de um profissional especializado para a interpretá-lo, sugerindo-se um cardiologista (⁸).
A transmissão de registros de ECG a partir de unidades de saúde remotas ou ambulâncias para uma central de análise é rotineiramente realizada em um grande número de serviços de saúde em diferentes países e proporcionam expectativas positivas no que tange o cenário do atendimento ao IAM, principalmente quanto ao seu impacto na mortalidade. A transmissão de ECG para interpretação, seguida de contato telefônico, e a devida transferência do paciente às unidades de saúde apropriadas, mostraram uma melhora no índice de mortalidade hospitalar de 12,3% para 7,1% após a implantação de um programa de telemedicina no município de Belo Horizonte, Minas Gerais (⁹).
Outras áreas da cardiologia que também se beneficiaram dos recursos da telemedicina são a insuficiência cardíaca (IC) e arritmias, pois têm demonstrado a redução substancial de admissões hospitalares e o aumento da sobrevida em pacientes acompanhados através de dispositivos de monitoramento remoto e seguimento telefônico, além de fornecer recomendações para condutas imediatas, impactando assim no diagnóstico e eficácia do tratamento (¹⁰).
A parceria Hospital do Coração-HCor e Ministério da Saúde (MS) /PROADI-SUS com o projeto de telemedicina em tele-eletrocardiografia iniciou-se em 2009 e atualmente, são disponibilizados 300 pontos de tele-eletrocardiografia que estão concentrados em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Desde seu início, foram realizadas cerca de 600 mil eletrocardiogramas com repercussão no auxílio diagnóstico de pacientes cardiológicos.
Dentro do contexto de telessaúde pelo HCor aplicam-se como produtos/entregas do projeto:
1- Manutenção de prestação de serviços em tele-eletrocardiografia, com meta de até 15mil ECG laudados por mês..
2- Segunda opinião médica em cardiologia adulto
Finalmente, as possibilidades da telemedicina são benéficas para os usuários do SUS permitindo a extensão de seus serviços especializados a profissionais não especialistas.
São resultados esperados da Telemedicina do HCor a manutenção / expansão da oferta de teleeletrocardiografia já implantada, a melhor assistência aos pacientes, aumento do acesso à informação e melhoria nos cuidados de saúde.
As doenças cardiovasculares ainda representam a principal causa de mortalidade em todo o globo e em particular na América do Sul. Cerca de 24% do óbitos ocorrem devido a infarto agudo do miocárdio (IAM); 17% e 10% devido a insuficiência cardíaca (IC). (¹²).
Estima-se que a subutilização de recursos efetivos, com base em evidências científicas atuais, afete 30% a 40% dos pacientes e que 20% ou mais dos cuidados prestados são desnecessários e potencialmente prejudiciais aos pacientes. Observou-se ainda que existe uma variabilidade significativa nos indicadores de qualidade assistencial entre as instituições de saúde e que iniciativas educacionais e programas de melhoria de qualidade assistencial podem ser fortes aliados na garantia de um cuidado adequado prestado a pacientes com doenças cardiovasculares (¹¹; ¹³).
Neste cenário, o Programa de Boas Práticas Clínicas em Cardiologia (BPC) iniciado no triênio anterior, tem por objetivo implantar um programa de boas práticas através da promoção da melhoria de adesão a indicadores de desempenho de qualidade em cardiologia, sendo uma iniciativa de melhoria da qualidade assistencial com a finalidade de melhorar o atendimento a pacientes com doenças cardiovasculares.
O programa foca em orientações para a prevenção de doenças cardiovasculares com base em evidências científicas e nas diretrizes atuais aos provedores de cuidados em saúde no tratamento de pacientes de forma consciente e de acordo com as diretrizes nacionais. No programa, é avaliada a adesão aos principais desfechos assistenciais de IC, fibrilação atrial (FA) e síndrome coronariana aguda (SCA) em instituições do SUS antes e após a implementação do mesmo.
Com isso, o Programa BPC tem como escopo:
a) Gerar novos conhecimentos;
b) Identificar áreas de oportunidade para a melhoria de qualidade;
c) Melhorar o desenvolvimento de medidas de performance e estratégias de implementação de um programa de boas práticas em cardiologia.
O programa BPC promove ações em diferentes estratégias envolvidas na qualidade em cardiologia como:
• Avaliação de indicadores de desempenho e qualidade mensurados ao longo do programa;
• Capacitação de profissionais através da oferta de conteúdos (boletim informativo, webinars, workshops, cursos por ensino à distância (EAD), fluxogramas de atendimento, entre outros.) que objetivam as melhores práticas para a assistência cardiovascular;
• Oferta de materiais educativos que visam à apropriação do conhecimento das doenças cardiovasculares e à necessidade de cuidado constante da saúde após o evento cardiológico ao paciente;
• Auxílio na construção e desenvolvimento de projetos de melhoria de processos e práticas assistenciais.
Os resultados esperados neste projeto é adesão às boas práticas clínicas em cardiologia através do monitoramento de indicadores específicos que reflitam a qualidade do atendimento cardiológico, assim como a dinâmica dos processos assistenciais dentro do SUS e abordando o benefício da prestação de cuidados integrais a fim de reduzir readmissões e prevenção de eventos cardiovasculares. O programa BPC incorpora um processo de aprendizagem para assegurar a vigilância, o gerenciamento de informações e a melhoria de processos em alinhamento com o plano nacional de saúde.
Conforme o Plano Nacional de Saúde (PNS 2016-2019) este projeto contempla os seguintes objetivos:
• Objetivo 01. Ampliar e qualificar o acesso aos serviços de saúde, em tempo adequado, com ênfase na humanização, equidade e no atendimento das necessidades de saúde, aprimorando a política de atenção básica e especializada, ambulatorial e hospitalar.
• Objetivo 02. Aprimorar e implantar as Redes de Atenção à Saúde nas regiões de saúde, com ênfase na articulação da Rede de Urgência e Emergência, Rede Cegonha, Rede de Atenção Psicossocial, Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, e da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.
• Objetivo 07. Promover a produção e a disseminação do conhecimento científico e tecnológico, análises de situação de saúde, inovação em saúde e a expansão da produção nacional de tecnologias estratégicas para o SUS. - Status
- Em execução
- Trienio
- 2018-2020
- Area De Atuacao Principal Do Projeto
- Desenvolvimento de técnicas e operação de gestão em serviços de saúde
- Tema Principal
- Acesso, inovação e produção de medicamentos e tecnologias para a saúde
- Tema Secundario
- Gestão do SUS, Formação em saúde
- Publico Alvo
- Profissionais assistenciais médicos, Profissionais assistenciais não-médicos, Usuários/Pacientes
- Projeto Colaborativo
- Sim
- Projeto Continuidade
- Continuidade
- Prazo De Execucao Do Projeto Em Meses
- 33
Datas
- Data Do Inicio Do Projeto Publicacao No Dou
- 2018-04-01T00:00:00Z
- Data Do Fim Do Projeto
- 2020-12-31T00:00:00Z
Valores Financeiros
- Valor Inicial Do Projeto Valor Inicial Do Projeto Aprovado E Publicado
- 18000000,0
- Valor Final Do Projeto Ultimo Valor Do Projeto Aprovado E Publicado
- 18000000,0
Outros Campos
- Extracao Do Sei
- FINALIZADA
- Extracao De Dados
- FINALIZADA
- Responsavel Pelo Preenchimento
- Suleima
- Link Do Arquivo Do Projeto
- https://drive.google.com/file/d/1P11ZaOauG8bO9Y-9EF1GOMa9P18F32f4/view?usp=sharing
- Tipo S De Produto S Proposto S
- Serviços médico-assistenciais
- Colecao Fonte
- proadi