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QUALITI/HOSPITALAR - Qualificação da atenção e gestão hospitalar, com foco nas ferramentas de segurança do paciente/gestão da clínica

NUP: 25000.009154/2018-25 ID: 25000.009154/2018-25

Identificação

Id
25000.009154/2018-25
Nup
25000.009154/2018-25

Instituição

Instituicao Proponente
Hospital do Coração
Sigla
Hcor

Projeto

Titulo Do Projeto
QUALITI/HOSPITALAR - Qualificação da atenção e gestão hospitalar, com foco nas ferramentas de segurança do paciente/gestão da clínica
Objetivo Geral Do Projeto
Atuar na qualificação da gestão organizacional e assistencial e promover mudanças com impacto em melhorias no serviço intra-hospitalar
Objetivos Especificos Do Projeto
1- Habilitar e apoiar as equipes na gestão de processos organizacionais e assistenciais; 2- Utilizar ferramentas de melhoria na gestão dos processos organizacionais e nos indicadores de desfechos;
Justificativa E Aplicabilidade Do Projeto

Segurança do Paciente Histórico
A segurança do paciente enfrenta desafios na gestão de riscos e na implementação de medidas para redução ou mitigação desses riscos. Desde a publicação do livro “Errar é Humano” em 1999, diversas estratégias da Organização Mundial de Saúde foram desenvolvidas.
Os danos aos pacientes são considerados eventos não desejáveis advindo da assistência de forma não intencional. Estudos Europeus e Americano revelaram que 11% dos pacientes sofrem danos ocasionados pelo cuidado recebido, desde falha nos tempos de atendimento, diagnóstico, tratamento aos processos de cuidados como queda, erros de medicação, infecções hospitalares etc⁵.
O Brasil apoiou o movimento da Aliança Mundial pela Segurança do Paciente desde a publicação da RDC 63/2011 que dispõe sobre os requisitos de Boas Práticas para funcionamento dos Serviços de Saúde. E em 2012 a ANVISA lançou um projeto específico para segurança de paciente e em conjunto com o Ministério da Saúde no mesmo ano publicam a Portaria GM/MS 529/2013 onde institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente e a RDC/ANVISA n°36/2013 que institui ações para segurança do paciente, com objetivo comum de alinhar conceitos e definições com propostas de medidas estratégicas para reduzir os riscos e diminuir os eventos adversos.
A partir desta publicação os hospitais vêm se organizando para atender as legislações vigentes com a formação dos Núcleos de Segurança e implementação dos protocolos básicos de segurança, processos de formação e capacitação das suas equipes. As iniciativas de programas de qualidade e as campanhas mundiais em prol da segurança foram iniciadas pelos hospitais particulares de forma gradual.
Diversas são as dificuldades enfrentadas pelas organizações para incorporação de novos processos e o desenvolvimento de uma nova cultura nos serviços de saúde, a redução dos riscos advindos da assistência à saúde deve vir acompanhada de diversas estratégias, um conjunto de medidas desde melhorias práticas ou padrões de equipe assistencial, melhoria de processos e sistemas de trabalho, o controle de riscos, monitoramento adaptado, resposta e por último a mitigação, ao detalhar cada um desses itens são identificadas as diversas áreas que devem ser trabalhadas para uma assistência mais segura e redução ou mitigação dos riscos⁶.
Nesta direção entender o funcionamento das organizações de saúde, qual seu contexto e seu papel, a visão de futuro, e a importância para a população e aos servidores é essencial para o alinhamento das propostas de mudanças com a participação efetiva do corpo clínico/assistencial e líderes da organização.
Gestão da Qualidade Assistencial e Segurança
No contexto do sistema hospitalar complexo e de alta especificidade, torna-se relevante analisar novos paradigmas na gestão assistencial, o que se constitui sempre desafiante. Os melhores serviços hospitalares resultam do produto das ações e interações de todas as pessoas envolvidas em cada processo organizacional.
Atualmente questões sobre segurança do paciente, prevenção de riscos e melhorias dos fluxos assistenciais configuram-se em temas amplamente debatidos no cenário das políticas públicas.
Pela natureza dos hospitais, ocorrem simultaneamente atividades e consumo de recursos (reduzindo as possibilidades de economia de escala); a demanda de serviços varia em função da hora, do dia da semana e da sazonalidade⁷. Desta forma, é necessário identificar e avaliar o fluxo interno de pacientes, evitando a ocupação e o “estacionamento” destes pacientes, assim como, avaliar e entender a variação do fluxo.
O termo fluxo descreve o movimento progressivo de produtos, informações e pessoas através de uma sequência de processos, considerando o movimento sem interrupções e/ou gargalos. Na saúde, quando o movimento de pacientes, informações ou equipamentos entre os departamentos como parte da assistência é planejado. A gestão do fluxo de pacientes é uma forma de melhorar os serviços de saúde. A avaliação da relação entre capacidade e demanda, aumenta a segurança do paciente e é essencial para garantir que pacientes recebam o cuidado certo, no lugar certo, na hora certa, durante todo o tempo⁸.
Os gestores dos serviços de saúde podem exercer uma prática gerencial de forma mais efetiva quando possuem melhor lógica, experiência prática e evidência e, se, além disso, procurarem revisar os conceitos e conhecimentos dentro e fora da organização, com o fim de continuar a atualizar e aperfeiçoar suas ideias, competências e habilidades técnicas e sociais⁹.
Gestão da Qualidade em Saúde
O conceito de qualidade médica ganhou a revolução industrial destaca-se vários nomes entre eles Kaoru Ishikawa, W. Edwards Deming, Joseph Juran que desenvolveram o controle de processos industriais, onde surgiu o foco da qualidade que desde 1950 tornou-se rotina no cotidiano das indústrias, sendo aplicada a ISO 9000.
A Qualidade em saúde teve um marco com a equipe de cirurgiões dos Estados Unidos na década de 1950, onde mais tarde foi fundada a Joint Commission on Accreditation of Health Care Organizations, entidade de acreditação e certificação aos hospitais dos Estados Unidos⁹. Existem outros modelos descritos em literatura, porém, todos possuem como prioridade o planejamento e ciclos de melhoria, o monitoramento com identificações problematizadas ou controle de indicadores e padrões que possam alcançar um nível desejado.
A implementação de um programa de qualidade nos serviços de saúde, com um modelo atualmente reconhecido como melhoria contínua devem ser organizados a partir da liderança estratégica sendo objetivo principal os resultados na assistência prestada, onde concentra-se do produto principal de uma organização hospitalar, considera-se também o aspecto econômico-organizacional nesses programas, para garantir a sustentabilidade do sistema, pois os recursos são finitos.
Considerar as dimensões da qualidade (segurança como a primeira, efetividade, eficácia, eficiência, centralidade no paciente, equidade) proposta por Alvas Donabedian nos anos de 1970 e revisada recentemente pelo Institute of Medicine, traduz a maneira em como os sistemas de saúde precisam atuar e se organizar para não apenas atender a questão da segurança do paciente, extremamente importante e transversal, mas também como organização de processos e resultados, pois permitem identificar problemas em nível de estrutura, processos, resultados e organizacionais (modo de operação do serviço).
Gestão Pública e Organizacional
A nova gestão pública implica uma prática inteligente que permita alterar progressivamente os determinantes organizacionais do comportamento dos profissionais, para possibilitar que a visão de serviço público prevaleça, e que a eficiência social e a sustentabilidade dos sistemas públicos de saúde façam parte do ideário dos principais agentes do setor¹⁰.
Para a autora Mary Parker Follet em sua obra intitulada Creative Experience de 1924 já afirmava que a excelência e a melhoria do rendimento organizacional era possível; em primeiro lugar, com uma liderança não exercida em função de status formal, mas sim da capacidade de autogovernança das pessoas que constituem as organizações ou comunidades produtivas; em segundo lugar, poder pela diversidade e garantia de vieses e de métodos que possam criar dinâmicas criativas e confiáveis, e onde as decisões não sejam um fim em “vencedores nem vencidos”; e por fim mas não menos importante, pelo impulso e a promoção de equipes auto-organizadas em um compêndio organizacional baseado em administrar competências essenciais. Estes conceitos básicos têm hoje plena vigência para abordar algumas mudanças em nível mesmo de microgestões de saúde¹¹.
Nas organizações de saúde sendo o produto principal o resultado da assistência direta e cura, a reabilitação, a melhoria clínica e para atingir esses resultados uma série de fatores desde conhecimento técnico-científico do profissional, o trabalho em equipe, a liderança, a organização do processo organizacional e o planejamento estratégico devem ser estudados e aplicados para seu aprimoramento. Neste sentido mudanças devem ocorrer em todos os níveis das organizações, do estratégico ao operacional, considerando que o aprendizado transversal e a gestão dos processos devem orientar a base para a mudança na prática organizacional e assistencial.
A aplicabilidade deste projeto sente a oferecer capacitação técnico e incorporação de instrumentos que possibilitam as lideranças de hospitais na reorganização de processos de trabalho e nas práticas assistenciais a fim de reduzir ou minimizar falhas, na identificação de problemas e acompanhamento dos pequenos para médios resultados envolver planos de ação e/ou projetos de melhoria que estimularam a resolução de problemas. Busca solidificar uma melhor estrutura permanente de melhoria nas instituições de saúde e contribuir a transferência de conhecimentos através de ferramentas de apoio, suporte técnico, educacional e monitorar as equipes dos serviços.

Status
Prestação de Contas Final aprovada
Trienio
2018-2020
Area De Atuacao Principal Do Projeto
Desenvolvimento de técnicas e operação de gestão em serviços de saúde
Tema Principal
Acesso, inovação e produção de medicamentos e tecnologias para a saúde
Tema Secundario
Formação em saúde
Publico Alvo
Profissionais administrativos, Gestores
Projeto Colaborativo
Sim
Projeto Continuidade
Continuidade
Prazo De Execucao Do Projeto Em Meses
31

Datas

Data Do Inicio Do Projeto Publicacao No Dou
2018-06-01T00:00:00Z
Data Do Fim Do Projeto
2020-12-31T00:00:00Z

Valores Financeiros

Valor Inicial Do Projeto Valor Inicial Do Projeto Aprovado E Publicado
3000000,0
Valor Final Do Projeto Ultimo Valor Do Projeto Aprovado E Publicado
4120000,0
Valor Aprovado
4120000,0

Local de Execução

Abrangencia Territorial Do Projeto
Estadual

Capacitação

Palestra Tema Titulo
Diagnóstico Situacional Treinamentos Assessorias
Palestra Modalidade
Consultoria

Prestação de Contas

Ano De Execucao
2020
Evolucao Das Metas E Indicadores

Cronograma das Entregas/Atividades/Marcos
Entrega 1 – Apoio ao desenvolvimento de habilidades organizacional e assistencial
• Atividade 1.1: Reuniões de alinhamento com MS/Secretarias de Saúde e diretores
• Atividade 1.2: Estruturação de material de apoio para os encontros e elaboração de materiais educativos
• Atividade 1.3: Diagnóstico nos serviços para Visita técnica
• Atividade 1.4: Encontro de abertura do Projeto e 1º Workshop
• Atividade 1.5: Encontros de forma presencial com formato workshop
Entrega 2 – Qualificação e melhoria dos processos
• Atividade 2.1: Revisão de materiais que embasam as práticas de mudanças
• Atividade 2.2: Elaboração de Material de apoio para sensibilização/visualização nos setores
• Atividade 2.3: Visitas para assessoria e equipe assistencial na gestão de processos e indicadores, execução nos processos de melhoria (protocolo segurança) e manejo das ferramentas de qualidade
• Atividade 2.4: Workshops para Implantação do Sistema de Monitoramento – Indicadores de desfecho
• Atividade 2.5: Monitoramento das atividades (relatório mensal)
• Atividade 2.6: Visita de reavaliação após implementação de mudanças
• Atividade 2.7: Reunião nas secretarias de saúde – apresentação parcial de resultados por hospital
Entrega 3 – Monitoramento e Apresentação dos Resultados
• Atividade 3.1: Acompanhamento do projeto SAS/DHA/HUC/HOSP
• Atividade 3.2: Avaliação dos Resultados do Projeto – Encontro entre os participantes para apresentação de resultados dos serviços com o Ministério da Saúde
Entrega 4 – Ações direcionadas ao enfrentamento da COVID-19
• Atividade 4.1: Visitas diárias por videoconferências às UPAs, hospitais de campanha e demais instituições quando solicitado pelo Ministério da Saúde
• Atividade 4.2: Monitoria
• Atividade 4.3: Gestão assistencial compartilhada de leitos de pacientes críticos COVID-19

Outros Campos

Extracao Do Sei
FINALIZADA
Extracao De Dados
FINALIZADA
Responsavel Pelo Preenchimento
Suleima
Link Do Arquivo Do Projeto
https://drive.google.com/file/d/1Z5VZhqq6l7iJsRMRJcnXNFYDjGPGgm59/view?usp=sharing
Valor Executadoevalor Utilizado
3337767.66
Palestra Faixa Etaria Dos Participantes
18 a 29 anos
Palestra Sexo Dos Participantes
Feminino, Masculino
Palestra Raca Cor Dos Participantes
Branca, Preta, Parda, Amarela, Indígena
Execucao Equipamento Software Valor Executado
3337767.66
Percentualede Execucao Financeira
0.81
Tipo S De Produto S Proposto S
Consultoria (técnicas e operação de gestão)
Regiao S Atendida S Pelo Projeto
Norte, Centro-Oeste, Sul
Estado S Atendido S Pelo Projeto
Amapá (AP), Mato Grosso do Sul (MS), Rondônia (RO), Rio Grande do Sul (RS)
Colecao Fonte
proadi