Escola de Transplantes da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sirío-Libanês
Identificação
- Id
- 25000.009754/2018-93
- Nup
- 25000.009754/2018-93
Instituição
- Instituicao Proponente
- Hospital Sírio Libanês
- Sigla
- HSL
Projeto
- Titulo Do Projeto
- Escola de Transplantes da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sirío-Libanês
- Objetivo Geral Do Projeto
-
O Projeto Escola de Transplantes, cujas ações são continuidade do triênio anterior, tem por objetivo principal promover treinamento e capacitação de novos profissionais e instituições que se dediquem à atividade de transplantação, incluindo a doação de órgãos, por meio da avaliação e preparo de candidatos a transplante, realização do transplante e acompanhamento dos desfechos clínicos após procedimento, balizados pelas melhores práticas em saúde e pelo compromisso ético em promover assistência integral e de qualidade.
- Objetivos Especificos Do Projeto
-
- Desenvolver competências técnicas de acordo com a categoria profissional, para o
seguimento dos pacientes, desde o preparo para o procedimento até o acompanhamento
das intercorrências no pós-operatório tardio;
- Aprimorar o trabalho em equipe multiprofissional, com foco na elaboração de planos de
trabalho colaborativos e clínica ampliada sob a ótica da assistência à criança e família no
contexto do transplante de fígado pediátrico;
- Discussão sobre os paradigmas da gestão da atenção individual e coletiva em saúde
aplicados à área de transplante de fígado pediátrico.Instituição potencial transplantadora:
A) Auxiliar a implantação de novos serviços de transplante de fígado pediátrico
no país;
B) Aperfeiçoar serviços já autorizados a realizar transplante de fígado pediátrico;
C) Qualificar equipes de profissionais de saúde para atuação no transplante de
fígado pediátrico.Médico com formação clínica:
A) Aperfeiçoamento no diagnóstico precoce e tratamento das doenças
hepáticas;
B) Avaliação e preparo do candidato ao transplante;
C) Acompanhamento e manejo das intercorrências pós transplante;
D) Manejo do regime imunossupressor;Médico com formação cirúrgica:
A) Avaliação e preparo do candidato a transplante;
B) Aperfeiçoamento técnico na cirurgia do doador falecido, vivo e transplante
hepático pediátrico;
C) Aperfeiçoamento e manejo das complicações cirúrgicas pós transplante;Equipe multiprofissional (enfermeiro, psicólogo, fisioterapeuta e farmacêutico):
A) Avaliação e preparo do candidato ao transplante de acordo com as
competências específicas de cada profissão;
B) Ampliar os conhecimentos sobre as doenças que indicam o transplante
hepático infantil como forma de tratamento;
C) Identificar fatores individuais, ambientais e patológicos que influenciam no
desenvolvimento de doenças que levam a falência hepática;
D) Desenvolver habilidades atitudinais para o trabalho em equipe
multiprofissional;
E) Desenvolver o cuidado em saúde com base as melhores práticas;
F) Avaliar a prática profissional para garantir cuidado seguro;
G) Desenvolver atividades de Educação em Saúde em todos os ambientes de
prática profissional;
H) Desenvolver o processo de trabalho, considerando sua especificidade
profissional de acordo com os pressupostos do Sistema Único de Saúde
(SUS);
I) Atuar dentro de um contexto interdisciplinar para o atendimento das
necessidades de cuidado e/ou educação dos usuários do serviço.
J) Realizar estudos econômicos em transplante de fígado pediátrico, incluindo a
avaliação de desfechos clínicos relacionados e análise de custo-efetividade. - Justificativa E Aplicabilidade Do Projeto
-
Desde a década de 80, com o advento da terapia imunossupressora dirigida, ocorreram
grandes avanços na área dos transplantes e consequente aumento no número de procedimentos(1).O desenvolvimento em áreas do conhecimento como a imunologia, a hematologia, a hemoterapia e
o aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas permitiram aos transplantes serem considerados um
tratamento eficaz e seguro, tornando-se uma opção terapêutica para pacientes com doenças
crônicas que cursam com falência orgânica(2).O Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo. O Sistema Único de
Saúde (SUS) é responsável pelo financiamento de 96% de todos os procedimentos relacionados
ao processo de transplantação, sendo área prioritária da política de saúde nacional (3). Segundo
dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), foram realizados 8.642 transplantes de órgãos
sólidos em 2017. Entretanto, a demanda pelos transplantes vem aumentando progressivamente,
fato evidenciado pelo número de pessoas aguardando em fila de espera, ultrapassando a marca de
32 mil pacientes no último ano (4).
Vários fatores causam essa desproporcionalidade, e dentre estes, se destacam a carência
de profissionais capacitados para desenvolver as complexas etapas do processo de doação e
transplantes. Ressalta-se que a efetividade do transplante se relaciona diretamente ao doador
falecido. Até o final de 2017, dos mais de 8 mil transplantes de órgãos sólidos realizados no Brasil,
apenas 21% ocorreram com doadores vivos. Portanto, o sistema brasileiro é dependente do pool
de doadores falecidos, isto é, que se tornam doadores de órgãos após o diagnóstico de morte
encefálica e autorização familiar (4).
De qualquer maneira, ao analisarmos a evolução do número de transplantes realizados no
país na última década, observarmos aumento de 71% no transplante renal, 85% no hepático, 100%
no cardíaco e 67% no pulmonar. Ainda assim, existem desafios que ainda precisam ser superados
para que seja possível atender a demanda por essa modalidade de tratamento(4).
Algumas estratégias têm sido estudadas com o objetivo de mudar o cenário atual. Nosso
país, devido as desigualdades regionais, tanto do ponto de vista macroeconômico quanto
sociocultural, desenvolveu programas de transplantes nos principais polos de desenvolvimento(3-6).
O transplante renal, por exemplo, foi realizado em 20 estados e no DF; três estados nunca o
realizaram (AP, RR e TO); dois não o realizam há alguns anos (MT e SE) e um não o realizou em
2017 (AM). O transplante hepático e o transplante cardíaco foram realizados nas cinco regiões, em
12 estados e no DF. Já o transplante pulmonar foi realizado apenas em 4 estados(4).
Ficam evidentes, portanto, as discrepâncias loco-regionais na distribuição do número de
transplantes realizados no país, pois os centros transplantadores não são localizados
uniformemente no território nacional. Adicionalmente, observa-se maior tendência de concentração
de atividade transplantadora em algumas regiões de forma proporcional ao aumento da
complexidade do procedimento, isto é, modalidades como os transplantes de órgãos torácicos e
pediátricos sofrem mais com a concentração e até mesmo com a carência de centros disponíveis
para avaliação, tratamento e acompanhamento dos pacientes que necessitam dessas modalidades
de tratamento (4-5).
Dessa forma, desenvolver estratégias tanto para facilitar o acesso ao tratamento quanto
para otimizar as indicações para o transplante se fazem necessárias. A carência de programas
ativos de transplante limita o tratamento dos pacientes com indicação. O acesso e a manutenção
deste tratamento não são disponíveis para a maioria da população brasileira, diminuindo a
qualidade de vida e sobrevida destes pacientes.
O processo de doação também carece de investimentos em diversas áreas, tanto em
relação aos recursos físicos quanto aos recursos humanos. O objetivo de um programa doação e
captação de órgãos para transplante é reduzir o tempo de espera em fila de candidatos a
transplante, por meio da otimização do uso de órgãos e tecidos, sempre sob a perspectiva ética.
Embora já tenhamos avançado com relação a formação profissional específica para atuação nessa
etapa do processo, as estratégias de capacitação adotadas têm se mostrado insuficientes para
sanar as carências existentes, em especial, em relação às notificações das mortes encefálicas,
manutenção do potencial doador, acolhimento e entrevista familiar e a gestão do processo com
foco na melhoria contínua da qualidade, avaliação dos indicadores e planejamento das ações de
melhoria.
O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), do qual o
Hospital Sírio-Libanês acumula experiência a partir dos projetos filantrópicos desenvolvidos pela
instituição em parceria com o Ministério da Saúde desde 2009, podem contribuir para mitigar
algumas dessas entraves relacionas ao processo de doação e transplante.
Para tanto, o Projeto Escola de Transplantes tem por objetivo ampliar o número de
transplantes realizados no país, por meio da ampliação do diálogo com os gestores públicos,
capacitação de recursos humanos, realização de estudos de viabilidade de novos tratamentos e
incorporação de tecnologias ao SUS e é claro, atividade educacional que justifica todas essas
ações. Dessa forma, criamos oportunidades de aprimorar nossa expertise em transplantes e
criamos iniciativas ainda mais sensíveis às necessidades do SUS.
O foco das intervenções da Escola de Transplante guarda relação com a formação de
profissionais com potencial para atuar em serviços de transplante e doação de órgãos. O programa de transplantes do Hospital Sírio-Libanês e instituições parceiras são o cenário de prática para a
capacitação dos alunos que participam do projeto. Dessa forma, as ações desenvolvidas durante a
vigência do projeto são de cunho educacional, utilizando a fundamental atividade assistencial de
nosso centro, desde o pré, intra e pós transplante para treinamento e capacitação dos alunos.
Esperamos assim, promover a formação de profissionais aptos para identificação precoce
de pacientes com critérios para transplante, encaminhamento em tempo hábil para uma equipe
especializada e até mesmo a difusão de equipes transplantadoras para outras localidades do
território nacional, que poderá também realizar o acompanhamento pós transplante tardio em seu
Estado de origem.
O Projeto Escola de Transplantes visa desenvolver o constante aprimoramento técnico
profissional, promovendo treinamento e capacitação de novos profissionais e instituições do
Sistema Único de Saúde que se dediquem à área do transplante e da doação de órgãos e tecidos.
Para isso, se faz necessária à avaliação, seleção e preparação dos candidatos ao transplante, a
realização do transplante, implante de dispositivos cardíacos e o acompanhamento contínuo dos
pacientes com foco em qualidade e segurança da assistência prestada, otimização dos recursos,
controle orçamentário e geração de conhecimento.
Adicionalmente, reafirmamos nossa missão em estimular o desenvolvimento de novos
centros transplantadores por meio de capacitação com foco em instituições.
À partir do comprometimento dos gestores locais (diretoria técnica do potencial centro
transplantador e respectivas Centrais de Transplantes) e aporte técnico especializado que será
fornecido através da transferência de tecnologia e expertise da SBSHSL, esperamos contribuir para
melhoria dos serviços públicos que atuam na lógica do Sistema Único de Saúde.
Dessa forma, acreditamos poder contribuir de forma substancial para minorar vários dos
problemas enfrentados no país com relação as atividades de transplantação, ajudando a levar o
Brasil a uma melhor situação.Para tanto, atuamos em 4 subprojetos:
a) Capacitação em Transplante de Fígado Pediátrico: tem por objetivo capacitar profissionais
da área da saúde e serviços para realizar o transplante de fígado em pacientes pediátricos,
Ao seu término, espera-se que o participante e/ou instituição tenham conhecimentos
suficientes para contribuir com um programa de transplante de fígado pediátrico local,
atuando tanto na identificação e avaliação de pacientes com critérios para transplante,
quanto na realização do procedimento em si e acompanhamento dos pacientes pós
transplante.
b) Tratamento da Falência Intestinal no Brasil em pacientes pediátricos do Sistema Único de
Saúde - Reabilitação Intestinal e Transplante Intestinal/Multivisceral: visa o aprimoramento do Programa de Tratamento da Falência Intestinal no Brasil com a Reabilitação Intestinal e
Transplante Intestinal e Multivisceral em pacientes pediátricos do Sistema Único de Saúde.
Além disso, atua no constante aprimoramento técnico profissional, com atividades de
treinamento de recursos humanos e de consultoria para outras instituições que desejam
desenvolver e implementar centros de reabilitação intestinal locais.
c) Tratamento da Insuficiência Cardíaca Refratária com Transplante Cardíaco e/ou Implante
de Dispositivo de Assistência Circulatória Mecânica (Projeto “Coração Novo”): realiza
treinamento e capacitação de novos profissionais e serviços que se dediquem à área da
Transplante cardíaco, incluindo a implantação e manejo de dispositivos de Assistência
Circulatória Mecânica (ACM), Por meio da avaliação e da preparação dos candidatos ao
transplante ou implante do dispositivo de ACM, da realização do transplante cardíaco e do
acompanhamento pós procedimento e das suas complicações, com foco em qualidade e
segurança da assistência prestadas, otimização dos recursos, controle orçamentário e
geração de conhecimento. Além disso, deve colaborar para a implementação de novos
centros que desejam desenvolver atividades na área.
d) Capacitação em Doação de Órgãos para Transplante: tem por objetivo alavancar o número
de doadores efetivos de órgãos e tecidos por meio da capacitação de recursos humanos,
para atuarem no processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes. Visa melhorar
os indicadores do processo e aumentar a oferta de órgãos e no país. Por meio de análise
situacional de cada região do país, são implementadas ações educativas voltadas às
necessidades locais, contribuindo com o Sistema Nacional de Transplantes, no sentido de
aprimorar os recursos humanos na área, e com consequente propagação das melhores
práticas no processo de doação.De forma geral, o Projeto Escola de Transplantes atende aos requisitos do PROADI-
SUS, com benefícios que se estendem para toda sociedade: (1) aos profissionais da área da saúde, que terão acesso à treinamentos específicos e de alta qualidade, desenvolvido
por uma equipe com expertise comprovada na área; (2) aos pacientes e suas famílias, que
serão submetidas ao melhor tratamento disponível; (3) à Sociedade Beneficente de
Senhoras Hospital-Sírio-Libanês, que poderá aperfeiçoar e aplicar as melhores práticas
relacionadas aos transplantes o e ser reconhecida por sua excelência; e por fim, (4) ao
Sistema Único de Saúde, que por meio desse projeto, pode garantir os princípios da
Integralidade, Equidade e Universalidade, permitindo acesso a um tratamento de alta
complexidade a uma população vulnerável do ponto de vista social e econômico,
devolvendo aos pacientes perspectivas de melhoria de vida. - Status
- Aprovado
- Trienio
- 2018-2020
- Area De Atuacao Principal Do Projeto
- Estudos de avaliação e incorporação de tecnologia, Capacitação de recursos humanos, Pesquisas de interesse público em saúde, Desenvolvimento de técnicas e operação de gestão em serviços de saúde
- Tema Principal
- Redução de tempo de espera (atendimento especializado)
- Tema Secundario
- Formação em saúde
- Publico Alvo
- Profissionais assistenciais médicos
- Projeto Colaborativo
- Sim
- Projeto Continuidade
- Continuidade
- Prazo De Execucao Do Projeto Em Meses
- 36
Valores Financeiros
- Valor Inicial Do Projeto Valor Inicial Do Projeto Aprovado E Publicado
- 186595601,0
Outros Campos
- Extracao Do Sei
- FINALIZADA
- Extracao De Dados
- FINALIZADA
- Responsavel Pelo Preenchimento
- Matheus
- Link Do Arquivo Do Projeto
- https://drive.google.com/file/d/1lxAvXzDNHqM7acK9ryA6z9_SMPtGrGOh/view?usp=drive_link
- Tipo S De Produto S Proposto S
- Capacitação (cursos)
- Colecao Fonte
- proadi