PROADI-SUS

Promoção do autocuidado na insuficiência cardíaca: Ensaio clínico randomizado controlado - Estudo Coração Bem Cuidado (ReBIC2-CBC trial)

NUP: 25000.018881/2018-83 ID: 25000.018881/2018-83

Identificação

Id
25000.018881/2018-83
Nup
25000.018881/2018-83

Instituição

Instituicao Proponente
Hospital do Coração
Sigla
Hcor

Projeto

Titulo Do Projeto
Promoção do autocuidado na insuficiência cardíaca: Ensaio clínico randomizado controlado - Estudo Coração Bem Cuidado (ReBIC2-CBC trial)
Objetivo Geral Do Projeto
Desenvolver e avaliar a factibilidade de uma estratégia de monitorização, educação e autocuidado para otimizar o manejo do paciente com insuficiência cardíaca (IC) pós-alta hospitalar.
Objetivos Especificos Do Projeto

Avaliar, em pacientes com insuficiência cardíaca, o efeito de um programa de promoção de autocuidado utilizando estratégia multifacetada em comparação ao atendimento usual nos seguintes desfechos:

Aceitabilidade ao aplicativo;

Satisfação do paciente e/ou familiar com o cuidado;

Qualidade de vida relacionada à saúde em 180 dias;

Avaliação de escala de autocuidado, conhecimento em IC e adesão ao tratamento de IC;

Eventos adversos graves;

Desfechos clínicos em 180 dias (mortalidade global e cardiovascular, reinternação global e por IC);

Avaliação de mortalidade em 12 meses;

Variação de EVA (Escala Visual Analógica) de dispneia.

Justificativa E Aplicabilidade Do Projeto

A insuficiência cardíaca (IC) é uma pandemia com largo impacto e permanece como doença altamente
prevalente e uma das principais causas de hospitalizações em todo o mundo. A despeito da gravidade e
elevada mortalidade, o tratamento adequado da IC encontra-se ainda abaixo do considerado adequado, e
bastante associado à baixa aderência dos pacientes.
O estudo ESC-HF Pilot foi um estudo prospectivo, multicêntrico e observacional realizado em 136 Centros
de Cardiologia em 12 países europeus selecionados para representar os diferentes sistemas de saúde em
toda a Europa. 5118 pacientes ambulatoriais com insuficiência cardíaca e pacientes admitidos para IC
aguda durante oito meses consecutivos foram incluídos: 1892 (37%) admitidos para IC aguda e 3226 (63%)
pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A taxa de mortalidade em um ano foi de 17,4% na insuficiência
cardíaca aguda e 7,2% na insuficiência cardíaca crônica e estável. As taxas de hospitalização de um ano
foram de 44% e 32%, respectivamente, em pacientes hospitalizados agudos e crônicos de IC.
O objetivo do atendimento no ambiente hospitalar é monitorar a condição geral, principalmente no que diz
respeito ao nível de congestão durante o tratamento em pacientes admitidos por descompensação. Para a
avaliação continua destes pacientes, recomenda-se a realização de exames clínicos, avaliação quantitativa
da dispnéia (Likert, escore visual analógico), biomarcadores biológicos (BNP/NT-proBNP, estimativa do
volume plasmático baseado em dados hematológicos e biomarcadores hepáticos e renais) e realização de
ultra-sonografias. Neste cenário, a concentração plasmática do NT-proBNP pode refletir o grau de descompensação volêmica nos pacientes com insuficiência cardíaca descompensada e também a resposta
volêmica do paciente ao tratamento. Dessa forma, a coleta de NT-proBNP no ambiente ambulatorial pode
auxiliar no acompanhamento da condição clinica do paciente. Alguns investigadores sugerem que a
monitoração dos níveis de peptídeos natriuréticos podem auxiliar na prevenção de descompensação e
provável internação.
Dados do Registro Brasileiro de Insuficiência Cardíaca Aguda (BREATHE) apontam para taxas de
readmissão hospitalar em apenas três meses de 26% e mortalidade intra-hospitalar de 12.5%. A
continuidade atual deste registro demonstra taxas de desfechos compostos de mortalidade e reinternação
por IC, em até seis meses, de cerca de 40%. A maioria dos pacientes admitidos por IC aguda neste
registro tem taxas de prescrição da terapia tríplice recomendada para IC (IECA/BRA, betabloqueadores e
espironolactona) abaixo de 20%, demonstrando a larga margem de otimização de tratamento que merece
intervenção.
As razões para a implementação sub ótima de diretrizes clínicas incluem barreiras complexas e múltiplas
nos níveis do sistema de saúde, médico e pacientes. Estudos realizados em países como os Estados
Unidos e Holanda sugerem que pelo menos 30%-40% dos pacientes não recebem atendimento de acordo
com a evidência científica atual, enquanto que 20% ou mais dos cuidados prestados não é necessário ou
potencialmente prejudicial para os pacientes.
Estratégias para melhorar a aderência das diretrizes atuais em IC têm demonstrado sucesso no
manejo destes pacientes. Estudos na literatura apontam para redução de eventos clínicos relacionados com
a instalação de programas voltados para a qualidade baseada em evidências do atendimento ao paciente
com IC. Simpsom M. et al e Bradley E et al demonstraram redução de 13% na taxa de readmissão
hospitalar em 30 dias com a adoção destas medidas. No entanto, as maiorias dos estudos em melhoria de
qualidade estão focados no profissional de saúde, sendo que o envolvimento do paciente no seu processo
de cura deveria ser peça fundamental.
O conceito de autocuidado está associado à autonomia, independência e responsabilidade individuais para
o desenvolvimento de atividades necessárias para gerenciar e monitorar as condições de saúde. A
promoção do autocuidado é essencial na doença crônica, como insuficiência cardíaca, por envolver
atividades e habilidades que um indivíduo deve aprender e usar para melhorar a sua qualidade de vida ao
longo dos anos.
Na insuficiência cardíaca, o autocuidado envolve a manutenção da saúde e a tomada de decisões na piora
dos sintomas. Refere-se à adesão às recomendações farmacológicas, ao consumo de uma dieta saudável,
cessação do tabagismo, consumo limitado de álcool, monitoração diária do peso e de sinais ou sintomas de
descompensação. Nessa perspectiva, autocuidado é um processo de tomada de decisão do pacientes para
estabilidade fisiológica e resposta aos sintomas quando eles ocorrem.
A Sociedade Europeia de Cardiologia recomenda para o manejo do autocuidado no pacientes com
insuficiência cardíaca os seguintes pontos:
- Monitorar e identificar as mudanças de sintomas e sinais (ex: variações diárias de peso);
- Manejo de mudanças de sintomas (ex: ganho maior que dois quilos em três dias) para adaptação de
comportamentos (ex: procurar avaliação do medico assistente);
- Aderência a medicação, dieta e exercícios;
- Restringir sódio, gorduras, colesterol, álcool. Limitar ingestão de líquidos (1,5-2 litros/dia)
- Interromper tabagismo;
- Relatar problemas de saúde mental (depressão, ansiedade) ao profissional da saúde que o assiste.

Partes interessadas
Inicialmente será realizado um estudo Fase II para avaliar a factibilidade da promoção de auto cuidado por
meio de um programa de intervenções multifacetadas em insuficiência cardíaca. Finalizada esta etapa e
comprovada a factibilidade o estudo continuará no próximo triênio o que permitirá a avaliação e validação do
programa com potencial redução de desfechos maiores como descompensação clínica, internações e
mortalidade, com impacto em qualidade de vida e redução de custos, interferindo diretamente nos profissionais de saúde que atendem aos pacientes com este perfil, bem como aos pacientes usuários do
Sistema Único de Saúde

Contribuições esperadas para o SUS
Com o desenvolvimento deste estudo espera-se, através da implementação de programa de novas
tecnologias e autocuidado para pacientes ambulatoriais com estratégia multifacetada de cuidados, reduzir o
número de internações hospitalares por descompensações e óbitos em pacientes com insuficiência cardíaca
de qualquer etiologia, em seguimento ambulatorial pós alta imediata, ou em até 1 mês pós-internação
(período vulnerável), por insuficiência cardíaca descompensada. Espera-se que tecnologias e programa
clínicos de atendimento, uma vez comprovados seus benefícios, possam ser replicados de forma eficiente
para a maioria dos pacientes ambulatoriais com insuficiência cardíaca atendidos pelo Sistema Único de
Saúde.

Status
Prestação de Contas Final aprovada
Trienio
2018-2020
Area De Atuacao Principal Do Projeto
Pesquisas de interesse público em saúde
Tema Principal
Acesso, inovação e produção de medicamentos e tecnologias para a saúde
Tema Secundario
Saúde digital
Publico Alvo
Usuários/Pacientes
Projeto Colaborativo
Sim
Projeto Continuidade
Novo Projeto
Prazo De Execucao Do Projeto Em Meses
36

Valores Financeiros

Valor Inicial Do Projeto Valor Inicial Do Projeto Aprovado E Publicado
3211800,0
Valor Final Do Projeto Ultimo Valor Do Projeto Aprovado E Publicado
3211800,0
Valor Aprovado
3211800,0

Local de Execução

Abrangencia Territorial Do Projeto
Nacional

Execução da Pesquisa

Tipo De Estudo Da Pesquisa
Promoção do autocuidado na insuficiência cardíaca: Ensaio clínico randomizado controlado - Estudo Coração Bem Cuidado (ReBIC2-CBC trial)
Metodologia

Metodologias a serem utilizadas
O estudo será coordenado em parceria pelo Instituto de Pesquisa do Hospital do Coração e pelo Hospital
Moinhos de Vento.
Serão incluídos pacientes com os seguintes critérios:
1. Adultos (> 18 anos) com insuficiência cardíaca de qualquer etiologia, em seguimento ambulatorial
no período vulnerável após episódio de descompensação aguda (no dia da alta ou em até 1 mês
após alta hospitalar);
2. Possibilidade de acesso à telefonia celular;
3. Pacientes com IC com FEVE reduzida (FE<40%) e FEVE intermediária (FE entre 40-50%), avaliado
por ecocardiograma até 4 meses antes da randomização;

Prestação de Contas

Ano De Execucao
2018, 2019, 2020
Evolucao Das Metas E Indicadores

Cronograma das Entregas, Atividades e Marcos

Aqui está a transcrição por tópicos, exatamente conforme a imagem:

ENTREGA 1 – Coordenação do projeto

1.1 Gestão do projeto

2018/1: C

2018/2: C

2019/1: C

2019/2: F

2020/1: F

Status: F

1.2 Reuniões semestrais com técnicos do MS

2018/1: C

2018/2: C

2019/1: F

2019/2: F

Status: F

1.3 Reuniões anuais com Comitê Diretivo

2018/1: C

2019/1: F

2019/2: F

Status: F

ENTREGA 2 – Aprovação de centros

2.1 Gerenciamento de submissão do protocolo

2018/1: C

Status: F

2.2 Gerenciamento de emenda do protocolo e envios de relatórios

2018/1: C

2018/2: C

2019/1: C

2019/2: F

2020/1: F

Status: F

ENTREGA 3 – Gerenciamento de centros (recrutamento de pacientes)

3.1 Desenvolver e adquirir materiais (ferramentas do grupo intervenção)

2018/2: A

2019/1: A

2019/2: F

2020/1: F

Status: F

3.2 Estimular os centros

2018/2: A

2019/1: A

2019/2: F

2020/1: F

Status: F

ENTREGA 4 – Gerenciamento de centros (seguimento de pacientes)

4.1 Pagamentos aos investigadores

2018/2: A

2019/1: A

2019/2: F

2020/1: F

Status: F

4.2 Estímulo aos centros (seguimento)

2018/2: C

2019/2: F

2020/1: F

Status: F

4.3 Acompanhamento das realizações das visitas de seguimento

2018/2: A

2019/2: F

2020/1: F

Status: F

ENTREGA 5 – Gerenciamento de dados

5.1 Elaboração de CRF

2018/2: A

2019/1: F

Status: F

5.2 Construção da CRF eletrônica

2018/2: A

2019/1: F

Status: F

5.3 Elaboração de dummy tables, plano de queries, limpeza de dados

2018/1: C

2018/2: C

2019/1: C

2020/1: F

2020/2: F

ENTREGA 5 — Submissão dos resultados

6.1 — Análise e Submissão dos resultados

6.2 Submissão do artigo do protocolo do estudo

2020/2: F

Legenda:

C: Conforme prazo planejado
A: Atrasado
F: Finalizado

Outros Campos

Extracao Do Sei
FINALIZADA
Extracao De Dados
FINALIZADA
Responsavel Pelo Preenchimento
Matheus
Link Do Arquivo Do Projeto
https://drive.google.com/file/d/1GlENpwzL8WRFnKvIihZ416CUKXoi19KH/view?usp=drive_link
Valor Executadoevalor Utilizado
1635515.77
Faixa Etaria Dos Participantes
18 a 29 anos, 30 a 59 anos, 60 anos ou mais
Sexoedos Participantes
Feminino, Masculino
Raca Coredos Participantes
Branca, Preta, Parda, Amarela, Indígena
Execucao Equipamento Software Valor Executado
1635515.77
Percentualede Execucao Financeira
0.5092
Tipo S De Produto S Proposto S
Pesquisa
Regiao S Atendida S Pelo Projeto
Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste, Sul
Estado S Atendido S Pelo Projeto
Acre (AC), Alagoas (AL), Amapá (AP), Amazonas (AM), Bahia (BA), Ceará (CE), Distrito Federal (DF), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Paraíba (PB), Paraná (PR), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), Rio Grande do Sul (RS), Rondônia (RO), Roraima (RR), Santa Catarina (SC), São Paulo (SP), Sergipe (SE), Tocantins (TO)
Colecao Fonte
proadi