PROADI-SUS

Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas Haploidêntico em Pacientes com Doença Falciforme

NUP: 25000.020459/2019-79 ID: 25000.020459/2019-79

Identificação

Id
25000.020459/2019-79
Nup
25000.020459/2019-79

Instituição

Instituicao Proponente
Einstein Hospital Israelita
Sigla
EHI

Projeto

Titulo Do Projeto
Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas Haploidêntico em Pacientes com Doença Falciforme
Objetivo Geral Do Projeto
Obter a estimativa de mortalidade relacionada ao transplante (TRM) e sobrevida livre de doença em pacientes com hemoglobinopatias graves recebendo condicionamento não-mieloablativo e transplante de medula óssea parcialmente HLA-compatível (haploidentico) de parentes de primeiro ou segundo grau (“mini-haploBMT”).
Objetivos Especificos Do Projeto

Caracterizar o quimerismo hematopoético em sangue periférico nos dias ~30, ~60 e
~180 após o mini-haploBMT.
Caracterizar a toxicidade hematológica e não-hematológica do mini-haploBMT.
Avaliar o impacto do mini-haploBMT em relação às alterações neurológicas (acidente
vascular cerebral, infarto silencioso ou Doppler transcraniano (TCD) anormal) em
crianças portadoras de doença falciforme (SCD) avaliadas por Angiografia por
Ressonância Magnética (MRA).
Avaliar o impacto do mini-haploBMT sobre as complicações clínicas (crise
vascoclusivas, acidente vascular cerebral, infarto silencioso, doença renal crônica e
pulmonar) em adultos portadores de doenças falciformes.

Justificativa E Aplicabilidade Do Projeto

A doença falciforme é a doença monogênica mais comum na população brasileira.
Aproximadamente 250.000 crianças nascem anualmente no mundo com anemia falciforme
dando uma frequência de 2,4 crianças afetadas para cada 1.000 nascimentos. Com base nesses
dados calcula-se que nasça por ano cerca de 3.500 crianças com Doença Falciforme em nosso
país. Apesar dos avanços nos cuidados de suporte nesta doença e na melhor qualidade de vida
com o uso da hidroxiuréia e a melhoria nos esquemas de transfusão, alguns pacientes
apresentam quadros mais graves, principalmente com acometimento do sistema nervoso
central (acidente vascular cerebral, ataque isquêmico transitório) necessitando manter
esquema de transfusões mensais durante toda a vida. O único tratamento curativo na Doença
Falciforme bem estabelecido atualmente é o transplante de células-tronco hematopoéticas,
principalmente a partir de um doador irmão aparentado compatível. Em um estudo francês
com a maior série de pacientes seguidos a longo prazo transplantados para Doença Falciforme
em uma única instituição, a taxa de sobrevida livre de doença atinge 95% nos transplantes
alogênicos aparentados feitos após o ano de 2000. Um estudo reunindo a experiência da
Europa e dos Estados Unidos em 1000 transplantes alogênicos aparentados realizados em
pacientes com DF de 1986 a 2013, a sobrevida livre de doença e a sobrevida global em 5 anos
foram de 91% e 93%, respectivamente. Também do ponto de vista econômico, existem
estudos mostrando que após o primeiro ano onde o custo do transplante é muito maior
comparado ao tratamento convencional, nos anos subsequentes o custo no sistema de saúde
com os pacientes pós transplante é menor comparado aos pacientes que não realizaram este
tratamento, já que estes continuam necessitando de internações e maior número de
medicamentos e consultas ambulatoriais. No Brasil, a portaria autorizando a realização de
TCTH alogênico aparentado em pacientes com doença falciforme pelo SUS foi publicada em 21
de dezembro de 2015, e são ainda poucos os casos de transplante nesta doença em nosso
país. Infelizmente, é a minoria destes pacientes com quadros graves que tem disponível na
família um doador totalmente compatível. O uso de doadores alternativos (como doadores
haploidênticos) vem sendo cada vez mais frequente em outras doenças com indicação de
transplante, como as leucemias. Na Anemia Falciforme o papel do transplante com este tipo
de doador ainda não está bem estabelecido e protocolos estão sendo estabelecidos na Europa
e nos Estados Unidos.
Este projeto tem como objetivo analisar a sobrevida e as complicações após transplante
haploidêntico em pacientes com formas graves e debilitantes da Doença Falciforme. O
transplante será realizado com a estratégia da ciclofosfamida pós-transplante como profilaxia
da doença da doença do enxerto-contra-hospedeiro. Esta técnica tem cada vez mais sido
utilizada pela boa reprodutibilidade e baixo custo comparado a outras técnicas de transplante
haploidêntico.

Status
Em execução
Trienio
2018-2020
Area De Atuacao Principal Do Projeto
Estudos de avaliação e incorporação de tecnologia, Pesquisas de interesse público em saúde, Serviços ambulatoriais e hospitalares
Tema Principal
Acesso, inovação e produção de medicamentos e tecnologias para a saúde
Tema Secundario
Transplantes
Publico Alvo
Usuários/Pacientes, Profissionais assistenciais médicos
Projeto Colaborativo
Não
Projeto Continuidade
Continuidade
Prazo De Execucao Do Projeto Em Meses
36

Valores Financeiros

Valor Inicial Do Projeto Valor Inicial Do Projeto Aprovado E Publicado
7481390,57
Valor Final Do Projeto Ultimo Valor Do Projeto Aprovado E Publicado
5945129,72
Valor Aprovado
5945129,72

Execução da Pesquisa

Tipo De Estudo Da Pesquisa
Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas Haploidêntico em Pacientes com Doença Falciforme
Metodologia

Encaminhamento de pacientes
Os casos serão encaminhados pelos centros de referência de tratamento da doença falciforme,
sendo avaliados para corroborar as indicações de transplante. Para a inclusão dos pacientes no
projeto serão necessários os seguintes documentos:
 Relatório de encaminhamento médico
 Exames prévios
 Cópia da carteira do SUS
 Carta compromisso enviada pela instituição para onde o paciente irá retornar para a
continuidade do tratamento após o transplante realizado.
Os pacientes transplantados serão acompanhados pelo projeto por 180 dias após a data do
transplante ou, até 31/12/2020, caso a data do TMO seja inferior a 180 dias antes do final da vigência do projeto aprovado. Manteremos discussões sobre os casos com as instituições
parceiras caso para o acompanhamento dos pacientes após o tempo previsto do projeto.

Avaliação pré-transplante dos casos encaminhados:
Os casos encaminhados serão avaliados por equipe multiprofissional. Serão avaliados:
relatórios e exames encaminhados do serviço de origem, avaliação presencial do paciente
(história e exame físico), exames laboratoriais e de imagem realizados no HIAE para confirmar
a elegibilidade do paciente para o estudo.

Elegibilidade

Critério de elegibilidade para o receptor
- Pacientes que não disponham de um doador irmão HLA-compatível
- Idade 1-70 anos
- Bom performance status (ECOG 0 ou 1; Karnosfsky e Lansky 70-100)
- Pacientes e doadores devem estar aptos a assinar o termo de consentimento
livre e esclarecido. Parente de primeiro ou segundo grau deve estar disposto à
doação
- Diagnóstico de elegibilidade: pacientes com doenças falciformes tais como
anemia falciforme (HbSS), S° talassemia, S+ talassemia, hemoglobinopatia SC,
hemoglobinopatia SE, hemoglobinopatia SD, Hemoglobina SO – doença Arab HbS
com persistência hereditária de hemoglobina fetal. Outras hemoglobinopatias
significativas que também atendam ao critério.

Adicionalmente, um dos seguintes critérios:
a. Crises vaso-oclusivas graves e debilitantes apesar do tratamento com
hidroxiuréia ou transfusão sanguínea regular
b. Acidente vascular cerebral (AVC) e infarto silencioso; AVC ou evento no
sistema nervoso central com duração de mais de 24 horas; alterações em
ressonância nuclear magnética (RMN) indicativo de dano no parênquima
cerebral e evidência de doença cerebrovascular por angio-RM.
c. Síndrome torácica aguda recorrente que necessite de hospitalização
d. Doença pulmonar crônica definida como doença progressiva restritiva
independente da necessidade de oxigênio
e. Doença renal crônica, estádio CKD II-IV
f. Talassemia dependente de transfusão

Prestação de Contas

Ano De Execucao
2019, 2020
Evolucao Das Metas E Indicadores

Cronograma das Entregas / Atividades / Marcos

Entrega 1 – Submissão e aprovações regulatórias

Atividade 1.1 – Aprovação do Sistema Gerenciador de Pesquisas (SGPP)

2019 – 1º Semestre: A

2019 – 2º Semestre: F

Atividade 1.2 – Aprovação Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)

Execução:

2019 – 1º Semestre: A

2019 – 2º Semestre: F

Entrega 2 – Realização do Transplante

Atividade 2.1 – Encaminhamento de pacientes

Execução: -

Atividade 2.2 – Avaliações pré TMO

Execução: -

Atividade 2.3 – Realização TMO

Execução: -

Atividade 2.4 – Seguimento Ambulatorial pós TMO

Execução: -

Atividade 2.5 – Devolução dos Casos aos Centros de origem

Execução: -

Atividade 2.6 – Apresentação em Congressos Nacionais e Internacionais

Execução: -

Legenda
“-” Não executado
“A” se houve execução da atividade e a mesma encontra-se atrasada
"F" se a atividade foi finalizada. Deixar em branco caso a atividade não tenha sido iniciada

Outros Campos

Extracao Do Sei
FINALIZADA
Extracao De Dados
FINALIZADA
Responsavel Pelo Preenchimento
Matheus
Link Do Arquivo Do Projeto
https://drive.google.com/file/d/12jUPZPzyy1cZBlhFORNZ5F9s5ccb2Ao3/view?usp=drive_link
Valor Executadoevalor Utilizado
0.0
Faixa Etaria Dos Participantes
0 a 5 anos, 6 a 11 anos, 12 a 17 anos, 18 a 29 anos, 30 a 59 anos, 60 anos ou mais
Sexoedos Participantes
Feminino, Masculino
Raca Coredos Participantes
Branca, Preta, Parda, Amarela, Indígena
Execucao Equipamento Software Valor Executado
0.0
Percentualede Execucao Financeira
0.0
Tipo S De Produto S Proposto S
Pesquisa
Colecao Fonte
proadi